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Domingo, 23 de Abr 2017 . 22:31

 

Notícias

Ministra do Ambiente anunciou investimento de 100 milhões de euros na defesa de pontos vulneráveis da costa

Depois de um Inverno “especialmente agressivo”, o combate à erosão costeira e a requalificação das zonas afectadas vão ser alvo este ano de um investimento de 100 milhões de euros, adiantou a ministra do Ambiente.

Segundo Dulce Pássaro, as condições meteorológicas dos últimos meses foram motivo de preocupação em pontos mais vulneráveis, como é o caso do concelho de Ovar ou das ilhas barreiras do Algarve, mas “nenhuma situação é irrecuperável”.
“Vamos ter de investir mais, em alguns casos, em protecção, recuperação e requalificação”, afirmou Dulce Pássaro, referindo que os 100 milhões estimados para 2010 integram o Plano de Acção para o Litoral 2007-2013, que inclui verbas comunitárias, da administração central e de autarquias.

A ministra disse que o montante vai permitir “salvar a costa” portuguesa e sublinhou que a tutela não se vai coibir de solucionar os problemas a nível da construção que se coloquem nas zonas mais sensíveis.

“Respeitando os direitos das pessoas, temos de actuar, é uma questão de defendermos o bem público e de minimizarmos os riscos”, defendeu.
Já em Fevereiro, a Administração Regional Hidrográfica do Centro teve de intervir com urgência para proteger a avenida marginal de Ovar das investidas do mar, na praia do Furadouro, numa zona onde habitualmente há acumulação de sedimentos e não erosão.
O organismo informou que tem estado a avaliar uma solução definitiva em colaboração com a Câmara Municipal de Ovar: "Essas medidas passam pela elaboração de um projecto já em curso, para reforço do muro que limita a marginal, e que será alvo de uma candidatura ao Programa Operacional de Valorização do Território, dado existirem riscos evidentes".
Segundo o presidente da autarquia, Manuel Alves de Oliveira, além do Furadouro, é fundamental intervir também em São Pedro de Maceda, onde o avanço do mar tem sido "muito acentuado".
Na praia de Maceda, o mar está a arrancar os pinheiros pela raiz e já se teme que o Aeródromo de Manobra n.º 1 (AM1), Unidade da Força Aérea Portuguesa ali instalada e um aterro sanitário possam em breve estar ameaçados. As ondas do mar já "engoliram" a zona balnear e os respectivos acessos e atacam, todos os dias, a mata.

Apesar de não haver, para já, zonas habitacionais em risco, segundo o presidente da Câmara de Ovar Manuel Oliveira, "se o mar chegar lá poderemos ficar em mãos comum verdadeiro desastre ambiental", revelando que levou ao local técnicos do Instituto da Água, da Administração da Região Hidrográfica do Centro e, ainda, da Direcção Geral das Florestas para conhecerem a situação. Outra zona difícil da faixa litoral aveirense é a compreendida entre a Costa Nova e a Vagueira. A Região Hidrográfica do Centro e o Polis Litoral da Ria de Aveiro deverão avançar com o projecto de intervenção no cordão dunar entre as duas praias.


in Diário de Aveiro

27-03-2010